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Quem aprende a ler depois de adulto não está sozinho
Segundo a pesquisa PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, o Brasil tem 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever. É uma taxa de 4,9%. Em 2016, era de 6,7%. Ou seja, o número vem caindo, e cada pessoa que aprende ajuda a derrubá-lo ainda mais.
Se você é uma dessas pessoas, ou conhece alguém que é, saiba que nunca é tarde. Aprender a ler muda coisas pequenas e grandes: ler uma mensagem sozinha, conferir uma receita, entender um aviso, preencher um papel sem pedir ajuda.
Como funciona o curso do Beto
O Beto é um urso simpático que guia você por dez lições curtas, no celular, no seu ritmo. Cada lição tem uma aula em áudio e cinco exercícios de tocar na resposta certa. Se errar, ele explica e você tenta de novo. Não há prova, nem nota que reprove.
Antes de começar, o Beto faz um teste rápido de nivelamento, com poucas perguntas, e descobre por onde você deve iniciar: no Básico, com as letras, no Médio, com as sílabas, ou no Avançado, com frases e recados do dia a dia. Quem já sabe um pouco não precisa repetir o que conhece.
Cada pessoa tem o seu ritmo
Não existe prazo mágico para aprender a ler. Cada pessoa tem o seu tempo, e dez minutos por dia, com calma, já fazem diferença. O curso é gratuito, funciona no celular e não pede cadastro para começar.

Além do curso, você pode procurar o ensino gratuito que existe no país. A Educação de Jovens e Adultos, a EJA, é oferecida pela rede pública, e o Programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação, atende pessoas com 15 anos ou mais que não foram alfabetizadas, conforme a oferta de cada município. Vale perguntar na escola mais próxima ou na prefeitura.
