Publicidade
O preço e a quilometragem dizem muito sobre o carro, mas quase nada sobre quem está vendendo. E é no vendedor que moram os golpes mais comuns. Nesta etapa da Nota do Negócio, você responde cinco perguntas rápidas. Cada uma corresponde a um golpe que aparece o tempo todo em anúncios de carro usado.
Por que essas 5 perguntas
1. Sinal antes de ver o carro. É o golpe mais comum. O “vendedor” pede um depósito para segurar o carro, porque tem outro interessado, e depois some. Não pague nada, nem sinal, antes de ver o carro e conferir a documentação.
2. Documento no nome de outra pessoa. Quem vende precisa ser o dono que está no CRLV-e ou ter procuração. O intermediário que vende o carro de um amigo é o começo de muitos golpes.
3. Recusa de vistoria cautelar. A vistoria cautelar, feita por empresa especializada, confere chassi, motor, estrutura e sinais de batida. Vendedor que recusa costuma saber de algum problema.
4. Carro longe, sem endereço fixo. Encontro em estacionamento, posto ou porta de trabalho dificulta cobrar qualquer coisa depois. Prefira ver o carro de dia, num endereço fixo.

5. Renavam negado. Sem o número do Renavam, você não consegue consultar débitos e restrições na maioria dos Detrans. Quem vende de boa-fé passa o número sem problema.
Os golpes mais comuns em anúncio de carro
Golpe do falso intermediário
O golpista copia o anúncio de alguém que está vendendo de verdade e republica por um preço mais baixo. Para o dono, ele se apresenta como comprador; para você, como vendedor. Vocês se encontram para ver o carro, mas ele pede que ninguém fale de preço, porque “combinou um desconto”. O dinheiro vai para a conta dele, e o dono nunca recebe. Para se proteger, pague só na conta de quem está no documento e fale abertamente sobre o valor com o dono.
Carro clonado
É um carro roubado com a placa de outro carro, igual e legal. O Sinesp Cidadão ajuda a perceber: se a marca, o modelo ou a cor que aparecem na consulta não batem com o carro que você está vendo, pare a negociação. A vistoria cautelar confere o chassi e os números gravados nas peças.
Anúncio falso com preço de ocasião
O carro nem existe, ou as fotos são de outro anúncio. O vendedor está sempre “viajando”, só conversa por mensagem e pede um sinal para segurar o carro. Se não dá para ver o carro pessoalmente, não há negócio.
Financiamento escondido
O carro ainda está alienado ao banco, e o vendedor promete “resolver depois”. A restrição aparece no extrato do Detran como alienação fiduciária. Enquanto ela existir, a transferência não sai, e o banco pode retomar o carro se as parcelas atrasarem.
Como conversar com o vendedor sem cair na pressão
- diga logo que só paga na transferência, com a vistoria aprovada
- marque de dia, num endereço fixo, e leve alguém junto
- peça uma foto do CRLV-e e confira se o nome bate com o documento de quem vende
- peça o Renavam antes de ir ver o carro, para consultar no Detran
- desconfie de pressa: “tem outro interessado” é a frase mais usada nos golpes
- nunca faça Pix para terceiros, nem “só um sinal”
